Ai! queimei os dedos!
Por pouco não cai na roupa
Este café quente
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
HaiKeima
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Hairkai
Eis que na velhice
Estou eu abandonado
Pelos fios brancos
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HaiCai
Sim, caiu aqui
Um amarelo e docinho
Cajá do vizinho
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Leandro
Quem é este que se atreve a brincar com lousa e giz no azul do céu?
Quem é este que, no vácuo dos dias, é capaz de dar gritos ensurdecedores?
Este estrangeiro que nunca migrou, esse estranho observador?
Este que ama e ama tanto porque não sabe o que é amor?
Quem é este?
Eu não sei.
Creio que ele é demasiadamente belo para que seja visto. Afinal, são tempos difíceis para os sonhadores.
Mas se ele nasce e morre pelas beiradas porque é capaz de ler o mundo, alguém há de viver para lê-lo.
(10/09/2009)
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um poema feito para um aniversário
Antes que desapareça.
Não celebro contigo teu nascimento
Não. Celebro antes, em mim, tua existência
E morada própria
De valor incompreensível em ti
Feito de instantes
Sob poeiras e caixas
Sei que tua música se esconde
Como um sussurro na cidade
E eu, toda ouvidos, aguardo
Um verso que seja
Dessa canção estranhamente silenciosa
...
Silêncio não é proteção
Verbo não é sermão
Toque não é carinho
Só podem ser...
Mudamos de lugar a cada ano
Para frente e para trás
Um ano a menos
Um ano a mais
Logo, não me julgues deslumbrada
Nem poeta, nem nada
Insisto e pesco poesia em rio seco
Mesmo sendo feita só de água
(07/07/2009)
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Oh, Michael...
Mas quem é que não morre afinal?
No mundo há uma não-hora em que toda a gente é igual.
(25/06/2009)
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Isso não tem graça e nem é um poema.
"Conhecereis a verdade! ..."
Por que os que acreditam são chamados, na melhor das hipóteses, de “revolucionários”?
E por que esses mesmos são chamados por outros de “prepotentes” ou “ingênuos”?
Sinto muitíssimo, mas o amor já é quase lenda e é uma pena anunciarem na TV que existe um homem honesto:
“GARI ENCONTRA CARTEIRA COM 10 MIL E DEVOLDE AO DONO”
Não é preciso ter fé para acreditar que a palavra integra. Não é preciso ter fé para ver que a linguagem segrega.
Ser alguém na vida significa ter ou ter vivido pra ver? Quem tem o que nós temos? E o que queremos? E o que vemos?!
O “Alguém na vida” é o pequenino; ele tem fome e quase não fala. Diariamente pulamos sua cabeça como quem pula obstáculos numa corrida sem vencedores. É “alguém”, pois não sabe o que é (mas todo mundo acha que sabe...).
Se meleca de rainha é igual a minha, como diria o psicanalista, o que será a melanina? A remela da menina ou o mapa da mina?
Mulher da vida é alguém na vida ou isso é só um problema parasintagmático?
Para conquistar um homem negro, você precisa ter charme, meu bem! E pra conquistar um homem branco, precisa só disso também.
Mas o que é que será isso a que chamam de charme, Meu Deus?!
Deve ser um perfume importado: caro, antipático e provavelmente não falamos a língua dele...
Eis a verdade: O mundo é injusto.
Até com os garis...
E eu?
Ainda prefiro ser um Zé ninguém.
(22/06/2009)
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