domingo, 22 de abril de 2007

Novalis

O que percebo não tem muita consistência
É só um reflexo
Sem cheiro
Sem toques
Sem idéias ou vida

Não posso dizer que sou a multidão de pensamentos
O desígnio em si, o toque da alma
Aquele que só eu conheço
Não passa de abstração
Devaneio ou não
É tudo brisa ou furacão
E não consigo pegar o vento
Você consegue?

Sou o que você conhece
Não só o que você enxerga
Porque também isso é só um reflexo
Sou o que vê, de fato
Porção daquilo que te faz
Sorrir
Chorar
Amar
Ou um significante sem significado
Sutis passos que passam
E não deixam um rastro sequer

Sou aquilo que lentamente se aproxima
Ligeiramente toma distância...
Sábia candura
Você
O não você
Um pouco/muito de sim
Um muito/pouco de não
Um tanto de talvez
Um monte de perguntas
Porque me pergunta?
Ora bolas! Não está vendo?
Essa sou eu
Quem sou em sua vida
(D) A primeira
(`) A terceira
Pessoas do singular
E sou -quanto mais verdadeiro tanto mais poético-
Novamente eu



(Lis Motta - 25/08/06).

4 comentários:

Hall de Lamentação disse...

bonito lis

ficou muito bom

em dizer to com uma merda dessa mas nem atualizo me dá preguiça e escrever tem sido um sacrilégio e sacrificio

=*

Camila

Hall de Lamentação disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hall de Lamentação disse...

lis realmente a última coisa q queria lembrar no fatídico domingo com um leve pesar de ar nos pulmões devido a uma bronquite era Saussure,e pq temos uma identificação??

os animais não têm nome mas eles se diferem...realmente hj não é dia de Saussure,mas a observação de amélie poulain foi uma boa coisa...

=*

Hall de Lamentação disse...

começo a acreditar q nenhum dia é...

hehehehheh

vc ta no msn??

quero falar com vc
=*