domingo, 14 de novembro de 2010

Ninguém pinta como eu pinto.


Visão termoplasmática



Técnica: Lápis Aquarela
Esboço:Rodolfo Alexandre
Colorização: Lis Motta
(Aprendendo um pouquinho...).

domingo, 6 de junho de 2010

A pedido, a letra da música "Passos Lentos" de Conrado Segal

Eu não tenho tempo de caminhar a passos lentos
Por isso eu corro, eu corro
Tenho todo o tempo do mundo
Mas o mundo é pouco
Ouço a voz do vento me dizendo sem ressentimento
A vida é um sopro

Eu dançei no contratempo para capturar o momento
Me escapou por entre os dedos, tão pequeno
Quis fazê-lo eterno

Mesmo já sabendo que o tempo faz um movimento de esquiva
Mesmo já sabendo que ao mesmo tempo o meu corpo e o seu não podem ocupar o mesmo espaço

E não tendo tempo pra ensaio
Eu vou improvisando
Nesta peça de teatro
Neste palco de área limitada que a nós foi dado
Com hora marcada

E não tendo tempo pra dizer mais nada
Eu vou pegando a estrada
Vou saindo fora
Vou-me embora
Já passou da hora de eu correr atrás do tempo

Eu não tenho tempo...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

LIS E A ERA BRILUZ - FESTIVAL PRATO DA CASA

Minha banda está concorrendo no festival Prato da Casa.

Votem até sexta-feira pelo telefone 3335 7914 (de 12-14 h) no programa Bandejão, da rádio universitária 104.7 FM e pelo site www.crjvitoria.com.br(barra)pratodacasa


Votem aí! Obrigada!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SOBRE TUDO QUANTO SE LÊ

Livros, amigos, ou uma coisa qualquer.
Um bicho bonito, um gato a dormir
uma lagartixa que arregala os olhos do menino.
Tudo pode ser lido.
Tudo pode ser vivo com este louco DNA
das palavras e suas letrinhas miudinhas
ou GRANDONAS ASSIM que se organizam
de múltiplas, infinitas formas
de acordo com o que (se) quer incorporar.

O que mais leio, naturalmente, sou eu mesma.
Gosto também de ler aquele que tanto amo,
meu lobo manso
e é tão difícil,
e dá uma dor gostosinha esse árduo ofício
de cultivar um amor culto, letrado.
Ler em minha mãe
seus olhos cansados dos sessenta também é bom e
confortante na maior parte do tempo porque
afinal, tá tudo bem.
Ler os mortos pode parecer estranho
mas estranhamente é o que mais se lê
e eu também gosto e parece que
quanto mais frio ou esfarelado o corpo
mais quente e sólido seu vocabulário.

Bukowski, Whitman, Jorge Luis Borges
E.E. Cummings, Kundera, Conrado (o Segal)
Hilda Hilst, Machado (Isadora e de Assis)
Exupéry est super como as pessoas do Pessoa
Guimarães (linda rosa) e Cezário, não o verde, o Saiter.
O Gênesis, o Mateus, o Marcos, o Lucas, o João
e seu apocalipse.
Tanta coisa a se ler neste circo universal, caro Raimundo...
Tanta coisa, caro Manuel, minha bandeira nacional!
(licença, Leminski, pelo trocadilho...licença a este corpo jovem, Breno Dantas).

Tá, mas...quem é que está morto mesmo?

Vivas! todos vivem!
Até o diabo
até os Carlos com suas bebedeiras tristes e
seus rios rasos
Até Rimbaud vibra constante em sua estadia
no inferno

Vivas! todos vivem
em nossos olhos
se quisermos.

Ler abre portas para o eterno.


(21-04-2010)

terça-feira, 13 de abril de 2010

amor habitat

Para Rodolfo


Não se engane com o que vê, amor
entre os lençóis e as vassouras.
Cotidiana, fui domesticada, não nego
mas há vida em mim. Há vida!
Simples e vaga
mas acesa de sentidos:
Há o cheiro do pão, do feijão e do mar
(e quão delicados eles são...).
Há um ruído de bicho, de mato, que me soa estranho
e um de rio, de cascata, que me soa como um lindo sonho.
Há minha mãe, minha destra
e há ainda minha mão
sinistra, unida ao Selvagem.
Você; meu pássaro livre
policromático
que me conta, em altos voos
a fantasia de cantos e cores reais
a realidade de cheiros e gostos fantásticos
e me ensina muitas outras coisas
sobre a arte da espontaneidade.
Oh, meu pássaro-amor...
Tá na mesa
Vem comer, vem?
Celebremos a maravilha deste voo juntos
Mas celebremos também o chão, a gravidade
Pois são eles que nos fazem sentir tão agraciados em poder voar.

(13-04-2010)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Naquela noite de domingo em que falou
Sobre ser uma unidade novamente
E sobre como se sentia estranho comigo
Eu morri
Sem exageros, morri
Morri porque, estranhamente, o que te dava medo
Era o que sempre, eu e você, mais amamos em nós:
Essa mistura de estranheza com intensidade
Que todos notam, se escandalizam;
Dois ímpares, canhotos, opostos, compartilhando escolhas terrenas com afeto e alegria
Morri porque não acreditei no desamor
Em você assobiando na cozinha, lavando vasilhas
Enquanto eu definhava no sofá
Engasgando amor-próprio, memórias e MUITA RAIVA
Morri, nem te reconheci; você anunciando boas novas do acaso
Em primeira do plural
Calmamente...
E eu, sua, nula, puta, plena, dizendo: "sei o que quero."
Eu realmente queria sobreviver, e talvez a boa nova é que o acaso permitiu
Enfiaram-me num banho frio, conversaram comigo, alimentaram-me.
Providencial...
Obviamente outras noites vieram. E com chuvas desnecessariamente românticas
A lua passou, o sangue passou, a depressão, mas você não
E voltou;
Graças a Deus!...
Como sempre volta o dia ensolarado à Itapuã. Como sempre voltam os dias de entendimento
Mas naquela primeira noite de lua cheia de peixes,
"Ó Grande Virgem!",
Você não passava de um pequenino perdido
Que eu estava prestes a engolir.

(07/03/2010)